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Comandante diz que sistema do Exército de controle de armas funciona

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© José Cruz/Agência

O comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, assegurou, hoje (6), que o Exército tem total controle sobre o processo de autorização para que caçadores, atiradores desportivos e colecionadores (os chamados CACs) adquiram armamentos.

“O sistema de controle que o Exército efetivamente gerencia, o dos CACs, é muito bom. É um sistema que funciona”, afirmou Gomes durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.

Após explicar que compete à Força regulamentar, autorizar e fiscalizar o registro, a posse e o porte de armas apenas dos caçadores, atiradores e colecionadores devidamente autorizados, o comandante lembrou que as demais pessoas, além das empresas de segurança, são administradas pelo sistema da Polícia Federal (PF).

“O Exército faz muito bem o controle [do seu sistema], mas no momento em que estes armamentos são desviados, roubados, o controle passa a ser policial. E posso afirmar que o nosso sistema tem ajudado muito as nossas polícias a mitigar esta questão”, acrescentou o general, afirmando que, desde 2019, a Força duplicou o número de militares trabalhando na área fiscalizatória.

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“Do ponto de vista da responsabilidade do Exército, não há descontrole em relação aos CACs”, assegurou o comandante.

Na semana passada, o Instituto Sou da Paz divulgou um levantamento apontando que quase 3 mil armas em posse de caçadores, atiradores, colecionadores e também de clubes de tiro foram roubadas desde o início de 2018. Por meio da Lei de Acesso à Informação, a organização não governamental (ONG) requisitou ao Exército detalhes sobre as quase 900 mil armas de fogo atualmente registradas por CACs. O instituto afirma que, em resposta, o Exército informou não ter condições de detalhar aspectos como o tipo de armamento em posse dos CACs .

Hoje, durante a mesma audiência pública, o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, defendeu o direito de não só os CACs, mas de outras pessoas adquirirem armas. “Minha opinião é de que todo cidadão tem direito à defesa pessoal, a defender sua propriedade, a sua casa. Não é qualquer um que chega na esquina e compra uma arma. Temos legislação rigorosa. Temos testes. Temos que comprovar a idoneidade, a qualificação para empunhar uma arma. Ultimamente, vemos um decréscimo muito grande dos índices de criminalidade com armas de fogo, mesmo com o aumento dos CACs. Então, não me parece muito perigoso armar gente de bem”, comentou o ministro, classificando como “políticas” as críticas ao aumento do número de armas nas mãos de civis.

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Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Política Nacional

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RJ: Testemunha pode ajudar polícia entender desaparecimento de jovens

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Testemunha vai prestar depoimento à Polícia Civil
polícia civil/ divulgação

Testemunha vai prestar depoimento à Polícia Civil

O depoimento de uma testemunha pode ajudar os investigadores a entenderem o que aconteceu com quatro jovens e um motorista de aplicativo vistos pela última vez na sexta-feira (12), no bairro Valverde, em Nova Iguaçu.

Segundo o delegado do plantão da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), Márcio Melo, uma mulher estava com as vítimas no momento em que criminosos encapuzados e armados, usando dois veículos, teriam interceptado o carro em que eles estavam e os sequestraram. Ela foi liberada pelos bandidos e intimada a depor na próxima segunda-feira (15).

O caso foi registrado inicialmente na 52ª DP (Nova Iguaçu), em seguida encaminhado para a 56ª DP (Comendador Soares) e a investigação foi transferida para o Setor de Descoberta de Paradeiros da especializada.

Entretanto, os familiares, que estivaram na DHBF neste domingo (15) para prestar depoimento, disseram que já não têm mais esperanças de que Matheus Costa da Silva, de 21 anos, Douglas de Paula Pampolha dos Santos, 22, Adriel Andrade Bastos, 24, e Jhonatan Alef Gomes Francisco, de 28 anos, estejam vivos. As vítimas são amigos de infância. O motorista ainda não foi identificado.

“Para mim é um desespero muito grande, não só para minha família, como para a família dos outros meninos. Eu só quero o meu filho, o corpo dele para eu fazer um enterro e acabar com esse sofrimento. É só o que eu quero. O meu dever de pai é enterrar nosso filho, infelizmente. Não imaginei que seria tão próximo, o ciclo da vida é os filhos enterrarem os pais. Inclusive hoje ele ia estar comigo. Não tem para onde correr, não tem mais o que fazer. Agora é só esperar justiça. Acabou o meu Dia dos Pais. Minha vida acabou”, desabafou o pai de Matheus, Everson Turíbio.

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“Eu só queria o meu filho comigo. Eu só queria ele de volta. Ele ia visitar os amigos, mas sempre voltava. Dessa vez ele não voltou”, lamentou a mãe, Ana Maria da Costa.

Os parentes dos jovens receberam informações pelas redes sociais de dois possíveis locais onde os corpos estariam. Um deles seria um terreno na Rua José Cabral, no bairro Valverde, onde um irmão de Jhonatan esteve, mas foi embora, após ser alertado do risco, por conta da atuação da milícia na área. O outro endereço seria em uma residência, próxima ao terreno.

Segundo o delegado, a Polícia Militar tentou fazer buscas na casa, mas ninguém atendeu. Ele explicou que os policiais não puderam entrar no local, por não terem uma ordem judicial.

“Um dos locais parece que já foi checado pela Polícia Militar e o outro local a gente está tentando identificar, para ver se a gente consegue o local objetivamente para fazer a diligência. De qualquer forma, segundo informação deles (familiares), era o interior de uma residência, onde a Polícia Militar chamou e ninguém atendeu e para entrar, só com ordem judicial, que depende da gente ter informações, indícios suficientes para fundamentar o pedido para o juiz”, explicou Melo.

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Ainda de acordo com o delegado Márcio Melo, uma linha de investigação ainda não foi estabelecida. As informações sobre o desaparecimento dos amigos estão sendo coletadas para definir o motivo dos jovens terem sido levados, se foram vítimas de emboscada ou se tinham envolvimento com criminosos. Segundo ele, o motorista de aplicativo pode não ter sido morto e os agentes vão tentar localizá-lo. As diligências estão em andamento.

“Nosso trabalho vai um pouquinho além. Encontrar os corpos, descobrir quem fez isso, produzir provas para conseguir condenação e prisão dessas pessoas. A gente sabe que para a família o urgente é localizar os corpos, para fazer os sepultamentos, se eles já estiverem mortos, e encerrar esse processo. Não adianta a gente fazer as coisas fora da técnica e fora da lei, porque a gente vai até localizar os corpos, mas jamais os executores vão ser punidos, porque as provas que a gente produziu vão ser todas consideradas ilícitas”, ressaltou o delegado.

O Disque Denúncia recebe informações pelo Zap do Portal dos Procurados, pelo número (21) 98849-6099; pelos telefones (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177, além do App Disque Denúncia RJ e também pelo inbox do Facebook e Twitter dos Portal dos Procurados. O anonimato é garantido.

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Fonte: IG Nacional

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