JUCA DO GUARANÁ FILHO

Dia da Consciência Negra

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A história do povo negro no Brasil é um misto de resistência e de submissão. Resistência porque não viemos para o Brasil; fomos trazidos, a ferros, como escravos; submissão porque fomos subjugados, à força, pelos costumes e crenças dos portugueses e brasileiros de 1500 até 1888. As nossas referências são brancas, inclusive a Princesa Isabel e a sua Lei Áurea que nos “libertou”; pouco se fala em Zumbi dos Palmares e no 20 de novembro.

Como se sabe, a história pode ser contada por, pelo menos, dois pontos de vista: a do opressor e a do oprimido. Aqui, nestas poucas linhas, gostaria de revelar e exaltar a negritude sob nosso ponto de vista. Recentemente, fiz mea culpa em relação à minha fala em uma sessão da Câmara com a seguinte expressão: “machismo estrutural”; porém, não apenas o machismo, mas o racismo é estrutural no mundo, especialmente no Brasil e em Mato Grosso.

Claro que, por ser negro e de origem humilde, sofri desde criança a discriminação imposta a mim e aos meus (claro que não é exclusividade de Juca do Guaraná); aliás, por inúmeros fatores adversos, cheguei muito além do que diziam que eu chegaria. Mas não façamos da exceção a regra.

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A verdade é que se vive um absoluto segregacionismo racial em um país que foi construído com “sangue, suor e lágrimas” de milhões de africanos. Nossa história é marcada pelo sofrimento. E ainda há os que querem abolir o 20 de novembro (mais uma tentativa de silenciamento); há os que exigem o fim das cotas raciais; há os que vêem na nossa pele escura, imundície, sujeira.
Eu como sou negro, estou vereador de Cuiabá e presidente da Casa do Povo (de todos os povos, inclusive o povo negro) não posso deixar que este dia tão importante para mais de 50% dos brasileiros seja considerado “apenas” mais um feriado. Não! 20 de novembro é o Dia da Consciência Negra. Pensemos sobre a palavra “consciência” e avaliemos se, de fato, a temos. Isso serve tanto para negros quanto para brancos.

Muito por falar, prefiro agir e, brevemente, a Câmara de Cuiabá irá lançar um conjunto de medidas afirmativas de combate ao racismo estrutural que paira sobre a capital de todos os mato-grossenses.

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Juca do Guaraná Filho é bacharel em Direito, vereador e presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, e luta pela igualdade racial .

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Por que adotar uma dieta rica em frutas, vegetais, peixes e grãos integrais?

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Sua dieta claramente desempenha um papel na determinação de seus níveis de colesterol, mas se você for como a maioria das pessoas, o fator mais importante não é a quantidade de alimentos ricos em colesterol que você come.

Em vez disso, é o que mais você come. Descobrir isso foi um processo de aprendizado.

Inicialmente, a notícia de que o colesterol na corrente sanguínea estava ligado a doenças cardíacas provocou uma guerra total contra o colesterol nos alimentos.

A partir da década de 1960, as pessoas foram aconselhadas a ficar longe de alimentos ricos em colesterol, como ovos, laticínios e alguns tipos de frutos do mar.

Mas hoje, a ciência sugere que, para a maioria das pessoas, o colesterol da dieta (o colesterol dos alimentos) tem apenas um efeito modesto na quantidade de colesterol na corrente sanguínea.

De fato, as Diretrizes Dietéticas para Americanos de 2015–2020 eliminaram uma recomendação anterior de limitar o colesterol dietético a 300 miligramas (mg) por dia – embora ainda sugiram cautela na ingestão geral.

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Notavelmente, as diretrizes não alteraram a recomendação sobre gordura saturada, que é encontrada principalmente em alimentos de origem animal, como carne e laticínios – e é frequentemente encontrada em alimentos com alto teor de colesterol.

A gordura saturada na dieta claramente aumenta o LDL em uma quantidade significativa e ainda deve ser consumida em quantidades limitadas.

E embora algumas pesquisas tenham colocado em dúvida a sabedoria convencional de que a gordura saturada está ligada a doenças cardíacas, outras pesquisas confirmam a ligação.

Embora a gordura saturada e o colesterol dietético desempenhem um papel no nível de colesterol, os especialistas enfatizam que a mudança dietética mais importante que você pode fazer para diminuir os níveis de colesterol é ajustar o padrão geral de sua dieta.

O melhor é uma dieta rica em frutas, vegetais, peixes e grãos integrais. Isso ajuda de duas maneiras. Primeiro, quanto mais desses alimentos saudáveis você come, menos você geralmente consome alimentos ricos em gordura saturada e carboidratos altamente refinados, que danificam o sistema cardiovascular.

Em segundo lugar, os alimentos ricos em fibras ajudam a reduzir o nível de colesterol, dificultando a absorção das gorduras alimentares não saudáveis.

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Isso não funciona para todos, no entanto. Para pessoas com alto risco de doença cardíaca, os esforços dietéticos não chegam nem perto de reduzir o colesterol o suficiente.

Outras pessoas são geneticamente predispostas a ter colesterol alto no sangue, independentemente.

Max Lima é médico especialista em cardiologia e terapia intensiva, conselheiro do CFM, médico do corpo clínico do hospital israelita Albert Einstein, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia de Mato Grosso(SBCMT), Médico Cardiologista do Heart Team Ecardio no Hospital Amecor e na Clínica Vida , Saúde e Diagnóstico. CRMT 6194
Email: [email protected]

 

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