ÚLTIMAS NOTÍCIAS

GERAL

MT Produtivo Banana repassa 300 mil mudas a prefeituras e associações de produtores

Publicado em

GERAL [email protected]


O MT Produtivo Banana repassará 300 mil mudas da fruta a prefeituras e associações de produtores de Mato Grosso. Nesta semana, os municípios de Tapurah, Jaciara, Várzea Grande, Nortelândia, Juína, Poxoréu, Pedra Preta, Arenápolis e Nossa Senhora do Livramento foram os primeiros a receber as plantas.

Conforme o secretário de Estado de Agricultura Familiar, Silvano Amaral, a expectativa é expandir a produtividade da fruta nos próximos 3 anos para fazer frente à demanda no mercado interno. “Nove cidades foram contempladas nesta 1ª etapa e estão recebendo 31,2 mil mudas de banana das variedades nanica, maçã e da terra”.

Na segunda etapa da ação, prevista para fevereiro, serão beneficiados com 19 mil mudas de banana as cidades de Rondolândia, Paranatinga, Guiratinga e Bom Jesus do Araguaia. Em março, outras 20 mil mudas serão repassadas aos agricultores familiares de cidades a serem definidas.

Mato Grosso ocupa a 18º lugar de área plantada de banana no País, com pouco mais de 6 mil hectares da fruta, e o 17º no ranking nacional de produção, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2020. O Governo, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), quer alavancar a posição atual do Estado.

Leia Também:  MM: 'Aulas irão retornar normalmente', VÍDEO

O secretário de Agricultura e Meio Ambiente do município de Pedra Preta, Agilmar Raimundo da Silva, retirou 3 mil mudas para atender quatro assentamentos do município, que são Monte Azul, Flor do Prata, Canudos e Banco da Terra.

“Em cada um deles, dez produtores familiares irão receber as mudas. Entraremos com o apoio na preparação da terra, inclusive com o calcário que recebemos da Seaf, e vamos auxiliar também na comercialização quando esse estágio chegar”, explicou.

Um dos coordenadores do projeto na Seaf, Leonardo Ribeiro, pontua que o projeto vai contribuir com a melhoria na renda dos produtores. “Isso vai ajudar quem pretende ter o cultivo para subsistência ou aqueles que se adaptarem ou já tenham aptidão para cultura de plantação, para possam aumentar sucessivamente sua área de plantio”.

O Programa MT Produtivo Banana terá abrangência estadual e auxiliará os municípios que apresentarem interesse e aptidão para o cultivo da bananeira. Foram investidos pelo Governo do Estado R$ 1,5 milhão para a aquisição dessas mudas.

Leia Também:  Ação educativa em bares sensibiliza população sobre os perigos de dirigir alcoolizado
Fonte: GOV MT

COMENTE ABAIXO:
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

GERAL

Livro de professora da Rede Municipal de Várzea Grande é tema de reportagem do Jornal Gazeta

Publicados

em


O jornal A Gazeta, em sua edição de domingo, 23 de janeiro, publicou uma reportagem sobre o livro “Relações Étnico-Raciais: Paradigmas e Desafios” de autoria da professora Rosana Fátima de Arruda, publicado pela Editora Carlini & Caniato. A obra recebeu recursos da Lei Aldir Blanc e foi lançado durante a realização do IV Seminário de Diversidades e Relações Étnicos-Raciais em novembro de 2021. Na reportagem, a autora conta como foi o trabalho de pesquisa ao longo de sua trajetória pedagógica na Rede Municipal de Várzea Grande que resultou na produção literária.

Segue o texto da reportagem na íntegra:

A professora Rosana Fátima de Arruda, ativista do IMUNE (Instituto de Mulheres Negras) e conselheira do Conselho Municipal Promoção de Igualdade Racial (CMPIR) de Várzea Grande, observou ao longo de mais de duas décadas de trabalho em salas de aula as mais diversas formas de desigualdade racial no ambiente escolar.

Depois de muita pesquisa lançou em 2021 o livro Educação Para as Relações Étnico-Raciais: Paradigmas e Desafios. Rosana conta que, ao refletir sobre a realidade dos alunos negros, percebeu a necessidade de entender as relações sociais que estavam baseadas na cor, no fenótipo.

“Busquei em nível de pós-graduação entender o fato e o que eu poderia fazer para melhorar e o resultado de um dos estudos e ações está posto no livro”, comentou. Rosana atua como professora concursada na Rede Pública Municipal de Várzea Grande há 27 anos. Desde 2009, quando participou de um curso de formação promovido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação (NEPRE) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), tem se dedicado às pesquisas sobre o assunto.

Naquele ano, a professora lecionava na EMEB “Nair de Oliveira Correa”, no bairro Mappin. “E foi após assumir a coordenação pedagógica que comecei a perceber que o que acontecia com os alunos negros da minha sala se repetia em toda a escola. Os alunos negros reprovavam e eram os mais agressivos ou os mais retraídos. Ou seja, estar na coordenação me oportunizou algumas reorganizações no trabalho escolar que me consumiram a visão particularizada da sala de aula, para uma visão geral da escola”, relatou.

Leia Também:  MM: 'Aulas irão retornar normalmente', VÍDEO

O envolvimento com alunos e professores possibilitou à pesquisadora fazer comparações e análises mais gerais do desempenho escolar dos alunos da escola. “Cheguei a algumas conclusões. Evasão dos alunos negros: constatei que a grande maioria tinha familiares desempregados, que nos anos finais havia mais meninas que nos anos iniciais e que a maioria dos alunos agressivos e repetentes eram negros. O histórico familiar oscilava entre morar com avós, tios, pais separados ou não, mas todos tinham a violência como algo em comum”, relatou.

Na análise da professora, os paradigmas e desafios deveriam romper com a prática do negacionismo do racismo, de que vivemos numa democracia racial, de que todos temos as mesmas oportunidades e que o sucesso é marcado pela meritocracia. “É preciso entender e compreender que o racismo (podendo ser manifestado como preconceito, discriminação direta ou indireta, ou até como injuria racial) está presente na vida cotidiana”, alerta Rosana continua: “é preciso educar o nosso olhar para identificar nas nossas relações sociais as relações conflituosas e tensas baseadas na cor e intervir.

Para essas intervenções chamamos de educação para as relações étnico-raciais. Dessa forma garantimos o direito da igualdade racial na educação, saúde, política, esporte, lazer, enfim, porém atrelado a isso, é preciso também considerar as políticas equitativas. As políticas equitativas são os programas, ações que vão dar suporte aos estudantes na correção, justiça no acesso e/ou permanência dos direitos garantido”.

Ter o conhecimento e consciência de que o racismo é estruturante e o combate no campo educacional é a educação das relações étnico-raciais a incentivou a continuar a pesquisa. “Mobilizei a escola para propor algumas mudanças no currículo escolar, então criei um grupo de teatro que aos finais de semana eu os atendia trabalhando algumas técnicas de socialização e respeito. Convidei palestrantes, pessoas especialistas que trabalhavam no Projeto Fortalecer da Promotoria de Justiça (projeto criado para diminuir as faltas das crianças na escola) para palestrar aos pais da escola.

Ainda propus à escola uma rediscussão dos temas a ser abordado e sugeri que um bimestre fosse trabalhado a questão racial e que um dos temas da sala do professor fosse direcionado para esse foco”, contou. Segundo ela, a princípio foi bem aceita entre os professores, porém, com a proximidade do desenvolvimento do tema algumas colocações começaram a surgir: Vamos falar só sobre negros? Como valorizar e fazer as crianças se aceitarem como negras? Como enfocar o candomblé, se uma grande parcela dos alunos é cristã? Hoje o que caracteriza uma pessoa como negra: a cor da pele ou ascendência? “São questionamentos que me incomodaram e que superei com estudos, reflexões e práticas coerentes”.

Leia Também:  Setasc instala Comitê Intersetorial voltado para a população em situação de rua

Hoje já há uma grande produção de material literário e didático que dá suporte à prática pedagógica antirracista. Para tanto é preciso uma mudança do comportamento, atitude e ações do professor frente aos desafios de introduzir no curricular o ensino das influências e contribuições do povo negro e indígena em paralelo aos conhecimentos europeus já estabelecido, defendeu.

Atualmente, Rosana trabalha com formação continuada de professores na área de ciências humanas (anos iniciais e finais), tendo como temática: “BNCC e a diversidade étnicoracial”. “Desenvolvo na prática o que ensino, pois, também atuo na EJA, e diariamente trabalho com a desconstrução das relações sociais marcadas pelo racismo ao incluir na prática pedagógica a Educação das relações étnico-raciais e saberes e conhecimentos ligados a conteúdo da história e cultura afro-brasileiros, indígenas e africanos”, disse.

O objetivo dos cursos é preparar o professor para atuar com as diferentes etnias presentes nas escolas municipais. Os professores e coordenadores têm atuado na inclusão de alunos de diferentes nacionalidades. “Posso citar a inclusão de uma estudante haitiana que foi alfabetizada numa escola do município, ela era a tradutora do português para a sua mãe. Outra experiência, foi a participação do aluno boliviano no atendimento da escola em tempo integrado (ETA), enfim, são muitos as boas práticas em educação étnico-racial e a formação é essencial”, diz.

O livro “Educação Para as Relações Étnico-Raciais: Paradigmas e Desafios” contou com recursos da Lei Aldir Blanc por meio do edital Nascentes e foi distribuído em todos os estabelecimentos escolares (municipal e estadual) de Várzea Grande, às bibliotecas e universidades. O livro possui uma linguagem acessível, conceitos sobre o fenômeno do racismo, estratégias de práticas antirracistas para fazer parte do PPP e os caminhos que os municípios podem tomar para estabelecer políticas públicas e fortalecer o currículo escolar.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

PODERES

POLÍCIA

GERAL

VARIEDADES

MAIS LIDAS DA SEMANA