RUBEM MAURO PALMA DE MOURA

Reflorestaram a Amazônia

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A seca vivida nesses três últimos anos, “2018/2019/2020”, na região do Pantanal, foi motivo de grande repercussão nacional, principalmente porque impactou uma das mais belas e sensíveis áreas dos nossos Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, trazendo para cá os olhares de todo o país e até podemos dizer de grande parte do mundo.

Com a seca, vieram às queimadas, e com elas as suas consequências; vegetação devastada e animais silvestres e o gado morrendo.

Em cadeia nacional, uma pesquisadora, Doutora, falou em alto e bom som que o fenômeno era reflexo do desmatamento da Amazônia, foi desmentida dois minutos depois por especialistas na mesma emissora onde reverberou.

Segundo dados oficiais, 18% da floresta Amazônica já foi suprimida em 522 anos de ocupação. Porém país nenhum do mundo, preserva tanto as suas florestas, como nós.

O título deste artigo é uma sátira a aqueles que para ter um minuto de fama, apontam os culpados, sem conhecimento técnico. Hoje, se tiverem o mínimo de autocrítica, deveriam estar com vergonha.

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Os dados atuais e históricos de precipitações e vazão no Rio Cuiabá, mostram que por mais de 10 anos, de 1962 a 1973, foram períodos de seca extrema, dados esses já catalogados.

Em 1964 e 1969, a vazão que passou por Cuiabá, foi na ordem de 44m3/seg, sendo que a média antes de Manso, era 80m3/seg e após, 176m3/seg.

Relatos mais antigos, nos leva a acreditar que em 1856 e seus anos anteriores e posteriores, esse período de seca já havia acontecido. Isso é cíclico.

Analisando os dados pluviométricos do INMET, nos meses de novembro e dezembro de 2021 e janeiro de 2022 até o dia 21, as precipitações e as médias históricas, foram respectivamente: 216,7mm/185 mm; 225,4/200 mm e por fim, 155,6/200 mm, faltando ainda 10 dias para encerrar o mês, mostrando que as precipitações estão acima das médias.

Isso quer dizer, que felizmente as precipitações voltaram ao normal e o nosso Pantanal voltará a ser essa exuberância de vida, em pouco tempo.

No entanto, precisamos de políticas públicas, para que o homem pantaneiro possa continuar a praticar a mais correta e ecológica pecuária extensiva.

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Como já dito anteriormente neste artigo, à seca sempre foi cíclica no bioma Pantanal.

Podemos então concluir, que sem precipitações normais, esse bioma será afetado.

Vamos, portanto, aguardar a ciência avançar no tema, a fim de podermos minimizar os impactos quando essas condições adversas ocorrerem.

Fica claro que os atuais 18% já desmatados na Amazônia, não provocaram a seca dos últimos anos no Pantanal.

Rubem Mauro Palma de Moura é Engenheiro Civil, Especialista em Hidráulica e Saneamento pela USP São Carlos e Mestre em “Ambiente e Desenvolvimento Regional” pela UFMT e Professor aposentado da UFMT/DESA.

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OPINIÃO

Por que adotar uma dieta rica em frutas, vegetais, peixes e grãos integrais?

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Sua dieta claramente desempenha um papel na determinação de seus níveis de colesterol, mas se você for como a maioria das pessoas, o fator mais importante não é a quantidade de alimentos ricos em colesterol que você come.

Em vez disso, é o que mais você come. Descobrir isso foi um processo de aprendizado.

Inicialmente, a notícia de que o colesterol na corrente sanguínea estava ligado a doenças cardíacas provocou uma guerra total contra o colesterol nos alimentos.

A partir da década de 1960, as pessoas foram aconselhadas a ficar longe de alimentos ricos em colesterol, como ovos, laticínios e alguns tipos de frutos do mar.

Mas hoje, a ciência sugere que, para a maioria das pessoas, o colesterol da dieta (o colesterol dos alimentos) tem apenas um efeito modesto na quantidade de colesterol na corrente sanguínea.

De fato, as Diretrizes Dietéticas para Americanos de 2015–2020 eliminaram uma recomendação anterior de limitar o colesterol dietético a 300 miligramas (mg) por dia – embora ainda sugiram cautela na ingestão geral.

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Notavelmente, as diretrizes não alteraram a recomendação sobre gordura saturada, que é encontrada principalmente em alimentos de origem animal, como carne e laticínios – e é frequentemente encontrada em alimentos com alto teor de colesterol.

A gordura saturada na dieta claramente aumenta o LDL em uma quantidade significativa e ainda deve ser consumida em quantidades limitadas.

E embora algumas pesquisas tenham colocado em dúvida a sabedoria convencional de que a gordura saturada está ligada a doenças cardíacas, outras pesquisas confirmam a ligação.

Embora a gordura saturada e o colesterol dietético desempenhem um papel no nível de colesterol, os especialistas enfatizam que a mudança dietética mais importante que você pode fazer para diminuir os níveis de colesterol é ajustar o padrão geral de sua dieta.

O melhor é uma dieta rica em frutas, vegetais, peixes e grãos integrais. Isso ajuda de duas maneiras. Primeiro, quanto mais desses alimentos saudáveis você come, menos você geralmente consome alimentos ricos em gordura saturada e carboidratos altamente refinados, que danificam o sistema cardiovascular.

Em segundo lugar, os alimentos ricos em fibras ajudam a reduzir o nível de colesterol, dificultando a absorção das gorduras alimentares não saudáveis.

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Isso não funciona para todos, no entanto. Para pessoas com alto risco de doença cardíaca, os esforços dietéticos não chegam nem perto de reduzir o colesterol o suficiente.

Outras pessoas são geneticamente predispostas a ter colesterol alto no sangue, independentemente.

Max Lima é médico especialista em cardiologia e terapia intensiva, conselheiro do CFM, médico do corpo clínico do hospital israelita Albert Einstein, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia de Mato Grosso(SBCMT), Médico Cardiologista do Heart Team Ecardio no Hospital Amecor e na Clínica Vida , Saúde e Diagnóstico. CRMT 6194
Email: [email protected]

 

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