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WILLIAM FIGUEIREDO

Saneamento: fundamental e de grande valor

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No saneamento básico brasileiro, um real significa muito. Levantamento recente divulgado no livro “Quanto vale cada real investido em saneamento”, das engenheiras sanitaristas Juliana Almeida Dutra e Rafaella Scorsatto Lange, mostra que cada R$ 1 aplicado neste serviço

essencial gera R$ 29,19 de benefícios para a sociedade. No que se refere à nossa capital, considerando os R$ 752 milhões destinados à expansão e melhoria dos sistemas de água e esgoto, de julho de 2017 até agora, alcançaríamos a marca dos R$ 22 bilhões em efeitos positivos às famílias cuiabanas. É uma projeção impactante.

Em algumas situações, os reflexos dos avanços em saneamento básico podem ser facilmente percebidos. Entre eles, merece destaque a melhoria na qualidade da água dos rios e córregos, a diminuição dos casos de doenças como a diarreia e a redução dos pontos com forte odor, característico de localidades onde não há serviço de esgoto. Outro aspecto importante é a valorização imobiliária, que naturalmente ocorre nessas áreas.

Sob o prisma do desenvolvimento econômico, cidades estruturadas – sobretudo as que demonstram priorizar questões socioambientais – apresentam vantagens na atração de investimentos. E no quesito qualidade de vida, a certeza de ter água limpa na torneira e não precisar mais conviver com o esgoto a céu aberto consiste em benefícios, cujo resultado é uma vida com mais dignidade.

O município de Cuiabá tem passado por uma verdadeira revolução no saneamento básico. A água tratada distribuída tem alta qualidade e é 100% fluoretada, contribuindo com a saúde bucal, principalmente das crianças.

O acesso ao sistema público de esgotamento sanitário doméstico, antes restrito a poucos bairros, aumenta diariamente.

Chegamos ao final de 2021 com expressivos 78% de cobertura e iniciaremos 2022 trabalhando firmemente na instalação de novas redes coletoras. Como resultado dos esforços empreendidos nos últimos quatro anos e meio, alcançaremos até 2024: 91%.

Além da expansão em volume, hoje em dia nossa cidade possui novo retrato em saneamento básico. Unidades como a Estação de Tratamento de Água Sul, que entrou em funcionamento em 2020, e a Estação de Tratamento de Esgoto Lipa, que iniciou sua operação recentemente, comprovam que as mais avançadas tecnologias mundiais no setor são realidades na capital mato-grossense.

Como gestor da Águas Cuiabá, concessionária de água e esgoto do município, posso afirmar que nosso time inicia 2022 feliz por participar de um projeto de tão grande valor: expandir e melhorar os sistemas, multiplicando as possibilidades de uma vida melhor.

William Figueiredo é diretor geral da Águas Cuiabá

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OPINIÃO

Reflorestaram a Amazônia

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A seca vivida nesses três últimos anos, “2018/2019/2020”, na região do Pantanal, foi motivo de grande repercussão nacional, principalmente porque impactou uma das mais belas e sensíveis áreas dos nossos Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, trazendo para cá os olhares de todo o país e até podemos dizer de grande parte do mundo.

Com a seca, vieram às queimadas, e com elas as suas consequências; vegetação devastada e animais silvestres e o gado morrendo.

Em cadeia nacional, uma pesquisadora, Doutora, falou em alto e bom som que o fenômeno era reflexo do desmatamento da Amazônia, foi desmentida dois minutos depois por especialistas na mesma emissora onde reverberou.

Segundo dados oficiais, 18% da floresta Amazônica já foi suprimida em 522 anos de ocupação. Porém país nenhum do mundo, preserva tanto as suas florestas, como nós.

O título deste artigo é uma sátira a aqueles que para ter um minuto de fama, apontam os culpados, sem conhecimento técnico. Hoje, se tiverem o mínimo de autocrítica, deveriam estar com vergonha.

Os dados atuais e históricos de precipitações e vazão no Rio Cuiabá, mostram que por mais de 10 anos, de 1962 a 1973, foram períodos de seca extrema, dados esses já catalogados.

Em 1964 e 1969, a vazão que passou por Cuiabá, foi na ordem de 44m3/seg, sendo que a média antes de Manso, era 80m3/seg e após, 176m3/seg.

Relatos mais antigos, nos leva a acreditar que em 1856 e seus anos anteriores e posteriores, esse período de seca já havia acontecido. Isso é cíclico.

Analisando os dados pluviométricos do INMET, nos meses de novembro e dezembro de 2021 e janeiro de 2022 até o dia 21, as precipitações e as médias históricas, foram respectivamente: 216,7mm/185 mm; 225,4/200 mm e por fim, 155,6/200 mm, faltando ainda 10 dias para encerrar o mês, mostrando que as precipitações estão acima das médias.

Isso quer dizer, que felizmente as precipitações voltaram ao normal e o nosso Pantanal voltará a ser essa exuberância de vida, em pouco tempo.

No entanto, precisamos de políticas públicas, para que o homem pantaneiro possa continuar a praticar a mais correta e ecológica pecuária extensiva.

Como já dito anteriormente neste artigo, à seca sempre foi cíclica no bioma Pantanal.

Podemos então concluir, que sem precipitações normais, esse bioma será afetado.

Vamos, portanto, aguardar a ciência avançar no tema, a fim de podermos minimizar os impactos quando essas condições adversas ocorrerem.

Fica claro que os atuais 18% já desmatados na Amazônia, não provocaram a seca dos últimos anos no Pantanal.

Rubem Mauro Palma de Moura é Engenheiro Civil, Especialista em Hidráulica e Saneamento pela USP São Carlos e Mestre em “Ambiente e Desenvolvimento Regional” pela UFMT e Professor aposentado da UFMT/DESA.

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