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LEONARDO BASTOS

Viagens corporativas devem crescer em 2022

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O Brasil foi um dos países que mais sofreram com a pandemia. Para se ter uma ideia, o índice do IPCA, medido em outubro pelo IBGE, ficou em 1,20% – o pior resultado desde 1995. Com este cenário, os economistas estão prevendo que 2022 será um ano de recessão, ou seja, retração do mercado, e consequentemente isso fará com que as empresas fiquem mais “travadas”, focadas em retenção de custos.

Mesmo com essa previsão para o ano que vem, quase metade dos viajantes corporativos esperam voltar a viajar muito em breve. Desde o início da pandemia de Covid-19, o segmento de viagens corporativas apresentou retração à medida que os eventos foram cancelados e as empresas iniciaram um plano de trabalho home office, e utilização de soluções digitais para realização de reuniões de negócios. Passada a fase mais crítica, o setor apresenta recuperação. Uma pesquisa do Kayak mostra que as viagens corporativas retornarão até o fim deste ano para 23,9% dos entrevistados, enquanto 22,1% acreditam que isso acontecerá no início de 2022. Ao todo, mil brasileiros foram ouvidos durante o estudo.

E pensando nesse momento da economia brasileira, junto com a necessidade das empresas pensarem em viagens corporativas, nada mais correto do que pensar em uma política de viagens. Por permitir criar regras e diretrizes bem estabelecidas em relação a compras de serviços de viagens, é uma ótima estratégia de economia e melhoria de processo. Através dela a empresa conseguirá definir o teto de gasto com diárias de hotéis, ou por exemplo, a antecedência de compra de uma passagem aérea. Grande parte dos custos de viagens estão associados à antecedência de compra e a políticas não controladas, além de ter uma política bem desenhada, é importante ter sistemas que dê aderência a mesma. 

Alguns tópicos que devem conter em uma política de viagens são: objetivo da política, quem se destina a política, papéis e responsabilidades, tipos de viagens, canais de compras autorizados, regras de aéreo, regras de hospedagem, regras para locação de veículos, regras para reembolso de despesas de viagens, adiantamentos, prestação de contas e fluxo de aprovação.  

Como implementar a política de viagens?

Há algumas estratégias que são utilizadas para facilitar a implementação e aderência a política. Entre elas estão:

Alinhar com o RH e implementar um processo para highlight dos principais tópicos da política no onboarding dos funcionários;

Implementar um processo regular de comunicação de boas práticas – uma agência pode ajudar os clientes enviando SMS e E-mail para os colaboradores, com os principais pontos da política;

Flyer no café ou TV Corporativa;

Lista de distribuição no whatsapp;

Além disso, ter um sistema de viagens que permita a gestão da política criando alertas ou até mesmo bloqueando caso seja uma política mais restritiva, é 70% do caminho.

A principal vantagem da política é sem dúvidas a economia e a melhoria de processo. Já tivemos um case de economia de 18% só com a implantação de uma política de viagens. Além disso, o fato de você deixar claro para o colaborador desde o princípio o que pode, e o que não pode dentro da política, isso diminui o atrito em um caso, por exemplo, de prestação de contas, onde o colaborador gastou R$ 50,00 para o café, e o permitido era R$ 30,00. Dificilmente o colaborador irá lembrar de todos os itens da política, por esse motivo para que tenha o benefício da relação empresa e colaborador, é necessário um sistema que faça esse gerenciamento. 

Portanto, já é possível entender como a política de viagens corporativas bem aplicada nas empresas, pode ajudar na redução de custo de uma corporação. Além disso, é preciso contar com a ajuda de uma agência que revise constantemente: os acordos comerciais com as companhias aéreas e locadoras de veículos, reestruturação de hotéis e negociação de tarifas, revisão da política de viagens, análise histórica de compra, entender quanto que a empresa deixou de economizar e porquê. Fazendo esses passos, a empresa terá um desdobramento de vários planos de ações que serão realizados em conjunto, tenho certeza, trará economia imediata. 

Leonardo Bastos, é CEO na Kennedy Viagens Corporativas

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OPINIÃO

Reflorestaram a Amazônia

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A seca vivida nesses três últimos anos, “2018/2019/2020”, na região do Pantanal, foi motivo de grande repercussão nacional, principalmente porque impactou uma das mais belas e sensíveis áreas dos nossos Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, trazendo para cá os olhares de todo o país e até podemos dizer de grande parte do mundo.

Com a seca, vieram às queimadas, e com elas as suas consequências; vegetação devastada e animais silvestres e o gado morrendo.

Em cadeia nacional, uma pesquisadora, Doutora, falou em alto e bom som que o fenômeno era reflexo do desmatamento da Amazônia, foi desmentida dois minutos depois por especialistas na mesma emissora onde reverberou.

Segundo dados oficiais, 18% da floresta Amazônica já foi suprimida em 522 anos de ocupação. Porém país nenhum do mundo, preserva tanto as suas florestas, como nós.

O título deste artigo é uma sátira a aqueles que para ter um minuto de fama, apontam os culpados, sem conhecimento técnico. Hoje, se tiverem o mínimo de autocrítica, deveriam estar com vergonha.

Os dados atuais e históricos de precipitações e vazão no Rio Cuiabá, mostram que por mais de 10 anos, de 1962 a 1973, foram períodos de seca extrema, dados esses já catalogados.

Em 1964 e 1969, a vazão que passou por Cuiabá, foi na ordem de 44m3/seg, sendo que a média antes de Manso, era 80m3/seg e após, 176m3/seg.

Relatos mais antigos, nos leva a acreditar que em 1856 e seus anos anteriores e posteriores, esse período de seca já havia acontecido. Isso é cíclico.

Analisando os dados pluviométricos do INMET, nos meses de novembro e dezembro de 2021 e janeiro de 2022 até o dia 21, as precipitações e as médias históricas, foram respectivamente: 216,7mm/185 mm; 225,4/200 mm e por fim, 155,6/200 mm, faltando ainda 10 dias para encerrar o mês, mostrando que as precipitações estão acima das médias.

Isso quer dizer, que felizmente as precipitações voltaram ao normal e o nosso Pantanal voltará a ser essa exuberância de vida, em pouco tempo.

No entanto, precisamos de políticas públicas, para que o homem pantaneiro possa continuar a praticar a mais correta e ecológica pecuária extensiva.

Como já dito anteriormente neste artigo, à seca sempre foi cíclica no bioma Pantanal.

Podemos então concluir, que sem precipitações normais, esse bioma será afetado.

Vamos, portanto, aguardar a ciência avançar no tema, a fim de podermos minimizar os impactos quando essas condições adversas ocorrerem.

Fica claro que os atuais 18% já desmatados na Amazônia, não provocaram a seca dos últimos anos no Pantanal.

Rubem Mauro Palma de Moura é Engenheiro Civil, Especialista em Hidráulica e Saneamento pela USP São Carlos e Mestre em “Ambiente e Desenvolvimento Regional” pela UFMT e Professor aposentado da UFMT/DESA.

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